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Sete unidades da Prevent Senior na cidade de SP operam sem licença; três já foram multadas pela prefeitura

Três unidades foram multadas na última sexta (1°). Segundo a gestão municipal, outras três devem ser autuadas nos próximos dias por falta de documentação para liberação de alvará, e outra segue em processo de análise.

Ao menos sete unidades da Prevent Senior em São Paulo operam de forma irregular na cidade, ou seja, não têm alvará da prefeitura para funcionarem.

 

Segundo a gestão municipal, três já foram multadas, outras três devem ser autuadas nos próximos dias por falta de documentação, e uma ainda segue em processo de análise.

 

A operadora tem 19 estabelecimentos na capital, e um na Grande SP, conforme informado no site.

 

 

Na última sexta-feira (1°), a prefeitura de São Paulo multou em R$ 135 mil o Hospital Sancta Maggiore da Mooca, por operar sem licença de funcionamento.

 

Na mesma data, segundo a gestão municipal, os estabelecimentos localizados nas Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4312, e Rua Cristiano Viana, 890, foram autuados pela Subprefeitura Pinheiros, por não possuírem os autos de licença pra funcionamento, com multas nos valores de R$ 33.771,23 e R$ 91.664,76 respectivamente.

 

 

Com a possibilidade de fechamento, haverá também a cobrança de novas multas e penas legais no âmbito administrativo e tributário municipal.

 

Já multadas por falta da alvará:

 

 

  • Unidade da Rua da Figueira, 831, na Mooca, multada na última sexta (1°) no valor de
    R $135.084,91.
  • Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4312, multada no valor de R$ 33.771,23
  • Rua Cristiano Viana, 890, multada no valor de R$ 91.664,76

 

 

Serão autuadas por falta de documentação:

 

 

  • Hospital Sancta Maggiore, localizado na Rua Augusto Tolle, 787
  • Unidade na Rua Jaguaribe, 144
  • Unidade na Rua Mituto Mizumoto, 596

 

Nota da prefeitura sobre as unidades:

O hospital Sancta Maggiore, localizado na Rua Augusto Tolle, 787, possuía solicitação de auto de licença em análise, na qual a subprefeitura Santana/Tucuruvi aguardava a apresentação da documentação correta tais como a planta, certificado de conclusão da obra, segurança da edificação e normas de acessibilidade, que comprove a regularidade do imóvel, já que alterações na estrutura do imóvel foram realizadas.

A ausência dos documentos necessários para regularização ocasionou no indeferimento do pedido e, nos próximos dias, uma ação fiscalizatória autuará a unidade com aplicação de multa por funcionar de forma irregular. O pedido de Alvará de Aprovação e Execução de Reforma desta unidade está em análise na Secretaria de Urbanismo e Licenciamento (SMUL).

Em relação à unidade localizada na Rua Jaguaribe, 144, a administração regional irá ao local para autuar a operadora por ausência da liberação de funcionamento.

O estabelecimento localizado na Rua Mituto Mizumoto, 596, não possui auto licença de funcionamento emitida pela Prefeitura. A subprefeitura encaminhará uma equipe de fiscalização ao local e autuará a operadora pela irregularidade.

 

Em análise de solicitação de alvará:

 

 

  • Unidade hospitalar, da Rua Maestro Cardim, 1137

 

Nota da prefeitura sobre a unidade:

A unidade hospitalar, da Rua Maestro Cardim, 1137, possui solicitação de auto de licença em análise. A subprefeitura aguarda a apresentação do laudo técnico do Corpo de Bombeiros para prosseguir com o deferimento.

 

Investigações

 

A operadora de saúde é alvo de investigação em vários âmbitos: da CPI da Covid, no Congresso Federal; do Ministério Público de São Paulo; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de órgãos de vigilância por falha na prestação de serviços e até por negligência e omissão de mortes de pacientes com Covid-19 durante a pandemia. A Câmara Municipal de São Paulo e a Assembleia Legislativa paulista também devem abrir CPIs para apurar irregularidades da rede.

 

A Prefeitura de São Paulo também apura falhas em unidade da Prevent Senior que atua sem alvará de funcionamento e elevador para macas desde março deste ano.

 

 

Depois disso, um dos médicos registrou um boletim de ocorrência em que relata ter sofrido ameaças do diretor-executivo da operadora de saúde, Pedro Benedito Batista Júnior.

 

Agora, a CPI da Covid-19 investiga um dossiê que aponta que a Prevent ocultou mortes em um estudo com hidroxicloroquina, remédio que não funciona contra Covid.

 

 

Os indícios da fraude aparecem em documentos e áudios e, segundo os documentos, houve pelo menos o dobro de mortes entre os pacientes tratados com cloroquina analisados pelo estudo.

 

FONTE: G1