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Repórter cinematográfico é agredido durante o trabalho por motorista com sinais de embriaguez em Londrina

No decorrer da noite desta terça-feira (28/09), um repórter cinematográfico da RIC Record TV Londrina foi agredido enquanto registrava um acidente de trânsito no cruzamento entre as ruas Belo Horizonte e Quintino, centro de Londrina.

No decorrer da noite desta terça-feira (28/09), um repórter cinematográfico da RIC Record TV Londrina foi agredido enquanto registrava um acidente de trânsito no cruzamento entre as ruas Belo Horizonte e Quintino, centro de Londrina.

 

O profissional teve o ombro deslocado por João Rubens Rodrigues Coloniezi, um dos envolvidos no acidente. João havia batido o carro contra uma motociclista que ficou gravemente ferida. Ele apresentava sinais de embriaguez.

 

Por volta das 23h, o veículo Palio dirigido por João atingiu a moto em que Ana Cláudia Gil Mendes estava. Ainda não se sabe se o carro avançou a preferencial. Com o impacto, Ana teve teve trauma de crânio e fratura aberta de fêmur. Ela ficou inconscientee foi levada pela equipe médica do Siate e do Samu para a Santa Casa de Londrina.

 

A assessoria do hospital informou, na manhã desta quarta-feira (29), que ela está internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave.

 

Rodrigo Marques, repórter cinematográfico, e Ana Contato, repórter, faziam a cobertura jornalística junto a outras equipes da imprensa local. Em determinado momento, enquanto Rodrigo filmava a cena do acidente, João corre até ele e o derruba. Em seguida, arranca a câmera das mãos dele e a joga no asfalto, danificando o equipamento. Populares e jornalistas que estavam na ocorrência contiveram o homem. O repórter precisou ser atendido pela ambulância que foi até o endereço para socorrer a motociclista. Rodrigo foi levado ao Hospital Mater Dei de Londrina com o ombro deslocado.

 

Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, João disse ter consumido bebida alcóolica às 18h, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro. Todavia, os oficiais perceberam “olhos vermelhos, hálito alcoólico, agressividade, exaltação, fala alterada, com dificuldade em se equilibrar e disperso”. Ele recebeu voz de prisão.

 

Em depoimento prestado para a Polícia Civil, João afirmou que parou corretamente na sinalização e que a agressão aconteceu pois estava “extremamente desesperado após o trauma”. Ele, que continua preso, é filho de João Coloniezi, ex-prefeito de Ibiporã, e da ex-secretária de Educação de Ibiporã, Margareth Coloniezi.

 

fonte: Jornal Terceira Opinião