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Nove estados liberam retorno das aulas presenciais para todos os alunos; veja situação pelo país

Governo de SP, que tem a maior rede do país, anunciou na quarta-feira (13) que, a partir de 18 de outubro, atividades serão 100% presenciais.

As aulas presenciais para todos os alunos, todos os dias, foram autorizadas na rede estadual em 9 estados do país. Em outros 12, as aulas ainda seguem formato híbrido — ou seja, parte presenciais e parte à distância. Em 2 estados, o retorno obrigatório é só para parte dos estudantes.

 

Já autorizaram retorno das aulas presenciais: AM, AP, CE, ES, MA, MS, PA, PR e SC;

Definiram data de retorno: BA, MT, PI e SP;

Retomaram para alguns anos: AL e RR;

Seguem com aulas em formato híbrido: AC, DF, GO, MG, PB, PE, RJ, RN, RS, SE e TO.

As aulas presenciais já estão autorizadas em Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e Santa Catarina.

 

Em Roraima, as aulas presenciais foram retomadas apenas para o último ano do Ensino Médio e para o Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Em Alagoas, o estado autorizou a volta presencial para alunos do 5º e do 9ª anos do Ensino Fundamental e para estudantes do 3º ano do Ensino Médio.

 

Na quarta-feira (18), o governo de São Paulo anunciou que as aulas presenciais voltam a ser obrigatórias para 100% dos alunos no estado a partir da próxima segunda-feira (18), mesma data em que serão retomadas as aulas neste formato na Bahia e em Mato Grosso.

 

Já o Piauí anunciou o retorno faseado das aulas na rede estadual, a partir de segunda-feira (18). A previsão é que as aulas presenciais em todas as etapas de ensino retornem até 1º de novembro (veja abaixo situação por estados).

 

Ethel Maciel, phD em Epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins e professora titular da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes), só concorda com a volta do ensino 100% presencial e obrigatório nas escolas de São Paulo mediante a manutenção dos protocolos da OMS e ao menos a disponibilização de testes.

 

"Temos que pensar no retorno sob o ponto de vista pedagógico, mas epidemiológico, e sob este último o panorama ainda é ruim. Ainda não há vacinas para as crianças e os adolescentes acabaram de tomar a 1ª dose. A falta dessa proteção propicia a transmissão, de modo que é ruim retomar sem a que a gente tenha ao menos um programa de testagem. Isso já traria uma segurança porque poderíamos monitorar as crianças, os familiares e uma orientação sobre o que fazer em casos positivos", argumentou.

 

O professor Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, acompanha a doutora Ethel sobre o receio, e alerta sobre a estrutura das escolas para esta nova fase no ensino durante a pandemia.

 

"Eu acho um tanto preocupante este retorno. As crianças não estão todas vacinadas, ainda tem havido muitos relatos de professores com Covid-19 e soube de poucas obras para adequar as escolas para essa situação, com refeitórios e banheiros públicos ainda um tanto descuidados, sem ventilação, com necessidade de aumentar as equipes da limpeza. É mesmo gravíssimo o prejuízo que o ensino à distância causa, mas a perda da vida também é", argumentou Janine.

 

fonte: G1