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CPI: senadores contestam empresário após ele dizer que vídeo contra máscara era 'opinião'

'Isso não é liberdade de opinião. Quando a sua opinião compromete a saúde de todos, isso não é liberdade de opinião. Isso é crime', afirmou Randolfe a bolsonarista Otávio Fakhoury.

Senadores da CPI da Covid contestaram nesta quinta-feira (30) o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury após ele ter dito que sua participação em um vídeo contra o uso de máscaras era "opinião".

 

Fakhoury foi convocado a falar à CPI em razão das suspeitas de que financiou a disseminação de fake news sobre a pandemia.

 

Durante o depoimento, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), exibiu um vídeo em que Fakhoury e outras pessoas retiram a máscara do rosto. A gravação também incentiva o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid. Fakhoury disse que se tratava da "opinião" dele.

 

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), então, se dirigiu ao empresário e afirmou: "'Isso não é liberdade de opinião. Quando a sua opinião compromete a saúde de todos, isso não é liberdade de opinião. Isso é crime."

 

Desde o início da pandemia, entidades médicas e organizações internacionais preconizam o uso de máscara como uma das formas de prevenção da Covid.

 

Além disso, desde que as vacinas passaram a ser produzidas, as orientações também sempre foram no sentido de as pessoas serem vacinadas.

 

'Resultado' da campanha

Na sequência da sessão, Renan Calheiros exibiu para Fakhoury uma placa com o número 596.163, em referência às mortes por Covid registradas no Brasil até esta quarta (29).

 

 

"Olha o resultado dessa campanha, desse estímulo. Quase 600 mil mortes", disse Renan.

 

Em seguida, Randolfe Rodrigues declarou ao empresário: "Liberdade de opinião é eu torcer para o Flamengo, o senador Tasso [Jereissati] torcer para o Ceará. Liberdade de opinião é alguém ser de esquerda, alguém ser de direita. Isso é liberdade de opinião. Quando a sua opinião compromete a vida de todos, isso não é liberdade de opinião, não."

 

Randolfe disse ainda que quando um depoente se diz contra o uso de máscara, há o dever de "político, institucional e moral" de advertir a população.

 

Fonte: G1